RBSotero
TAPERA
Tornei
à casa onde morei um dia
E
no espanto mortal de quem se corta,
Eu
observava aquela casa torta,
Sem
um traço que fosse da alegria.
Uma
ventura ali não
mais havia,
Só
os Fantasmas no vão de cada porta,
Em
cada canto uma lembrança morta:
Meus
Deus, que casa taciturna e fria!
Cada
buraco aberto na parede,
No
canto em que eu dormia em minha rede
Semelhava-se
a um meu antepassado,
E
eles todos me olhavam gravemente,
Pois
sabiam que o tempo, indiferente,
Me
esculpia também ali do lado.
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