Acalanto para a Dor Hoje guardo os poemas que te fiz Recolho as rimas, as palavras loucas Os versos amarrotados, amontôo Hoje desejo o inexprimível Acariciar o nada, sentir o vazio Alhear-me de qualquer lamento Hoje prefiro a imprecisão, o disfarce Asfixiem os tolos suspiros e murmúrios Ou qualquer voz que fale de saudade Hoje embrulho a ilusão, a espera Engaveto os delírios e quimeras Lavo-me dos cheiros das promessas Hoje não me falem de poesia Emudeçam o sol, vigiem a lua Silêncio! Minha dor quer apenas dormir... © Fernanda Guimarães Em 16.08.01