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De
Uma Noite
Olhos postos na janela da saudade
Alvoroço de buscas em agonia
Caminhos tormentosos a vagar
Onde passos choram desencontros
Mãos órfãs desfolhadas em vertigens
Esquecidas de carícias a soluçarem
E na ampulheta em que borbulha o tempo
Dedos fingem calma entre os grãos das horas
Nas pálpebras da noite, guardo-me
Ainda que adormeça em lençóis de abismos
Cubro-me com o que me queima a pele
E disfarço a dor fingindo sonhar...
© Fernanda Guimarães
Em
08.05.01

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