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Maltrapilho
pelas ruas vai vagando
Cabelos
em desalinhos por aí,
Com
seu saco de bobagens carregando
Desgraçado,
nunca chora, nunca ri...
Sem
amor, sem carinho, sem destino...
Sem
presente, sem passado e sem futuro,
Vil
pessoa que das coisas não tem tino
Procurando
pela vida no monturo.
Segue
teu caminho, o teu presente,
Revirando
este mundo que não sente.
Pois,
esperando pela morte merencória,
Deitado
na sarjeta humilhante,
Agonizas
pela rua torturante,
Sem
notar que escrevo tua história
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