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                       LIBERDADE


(À minha filha querida: Suzana Pires, com todo amor!)


O cadáver de Ícaro, em sua óssea brancura
E Izabel, a Princesa,  todos clamavam!
Prometeu de olhos no horizonte, a bravura!
Com a liberdade, em comum, todos sonhavam

Barrabás cabisbaixo passa na ruela
Maria chorando implora clemência
Na cruz, ele ora pensando só  nela,
E  à foragida, espera com  paciência

A mãe preocupada examina a barriga
O Negreiro navega sobre os olhos de Castro
O tufão nunca chega e isto o intriga
A Liberdade escapole, ela sai pelo mastro

No Sudão, a  triste lembrança  da foto
O abutre aguardando o menino que parte
Novamente ela foge este é o seu voto
O fotografo falece por causa da  arte

O menino sentado prisioneiro da tela
Seus olhos fixados no écran colorido,
No canto de cima o ícone da terra
Gira veloz , objetivo atingido!

Clicando com gosto o menino navega
Brasil, Portugal,  o mundo, a fantasia
O espaço acabou e no tempo  trafega:
Internet nas mãos e tudo ele via

Navegando o virtual  o menino prossegue
Do sexo proibido à liberdade sonhada
O mundo virtual, sem o corpo, consegue
A Liberdade e consigo! ela foi apanhada!

                                                                                   RPires

 

Poesia escolhida em no Concurso  Internacional de Poesias "Cantinho dos Poetas II" em Londres para a Coletânea e CD.

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