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SEXTO ANIVERSÁRIO DA ACCAL
Discurso
referente ao sexto aniversário da Academia Camocinense de Ciências
Arte se Letras proferido pelo acadêmico Roberto Pires de Oliveira.
Exmo Sr Presidente, Dr Raimundo Silva
Cavalcante, que tem trazido grandes evoluções a esta excelente
Entidade Cultural, Autoridades presentes, Convidados e colegas membros
da ACCAL. Boa noite!
É com alegria incomum
e com a voz embargada pela emoção que parabenizo nossa querida ACCAL,
jovem entidade que já se destaca no movimento literário cearense e, ás
vezes, rompe fronteiras através de seus membros localizados em
outras cidades e países.
Convidado que fui pelo respeitado presidente, neste dia festivo,
pretendo relembrar os momentos iniciais de nossa
Academia nos fatos que ocorreram em sua fundação. Trata-se de uma
visão pessoal, sem quaisquer outro objetivo que não a de reviver
aqueles momentos desde o início, de forma alguma pretendendo ganhar
louros ou algo parecido, pois já é muito grande a honra de ter estado
presente com a competente equipe que faria o parto de um sonho chamado
uma Academia de letras em Camocim.
Mas chega de
digressão e vamos ás recordações pois já dizia alguém que recordar é
viver.
Naquele ano acredito
1998, estávamos á frente de uma modesta escola, a Escola de Promoção
Humana e havíamos feito para os alunos um pequeno jornal usando artes
da computação e o programa Winword do saudoso Windows 98 - Ainda
há quem use...
Era por volta de 15 horas e com o jornalzinho recém impresso
debaixo do braço fomos até a Casa de Cultura de Camocim, sabes
onde era? Adivinhem: Onde é hoje a sede de nossa aniversariante. Lá
estava o já renomado escritor Carlos Cardeal que trabalhava na
secretaria e se não me falha a Memória a Secretária de Cultura era a
Beth Queirós, filha do grande Artur Queiroz que me daria futuramente a
honra de sagrar mestre literário o primeiro de nossa Academia.
Ao chegar lá, encontrei o Carlos Cardeal, como de costume sorridente,
tranqüilo e lhe falei do jornalzinho enquanto passava a amostra para
suas mãos.
- Que tal fazermos um jornal de cunho literário? Perguntei.
Cardeal olhou e imediatamente pegou um telefone e disse:
- Vou chamar alguém que gostará desta idéia.
Dez minutos depois chegou Raimundo Bento Sotero que eu já
admirava pela obra literária. Ninguém vivo fazia sonetos como Sotero...
Sotero adorou a idéia e daí adiante seria o maior incentivador do
jornal que recebeu o nome de Literário. Mas a coisa não ficou só aí:
Já que íamos fazer um jornal o bom seria criarmos uma entidade para
gerenciá-lo. A idéia agora veio do Sotero que sugeriu logo o nome:
Chamar-se-á Grêmio Literário. Vamos fazer um grêmio!
Tudo aconteceu muito rapidamente. O Jornal saiu, o Grêmio nasceu nos
fundos do quintal de Ana Maria Veras e chamou-se Grêmio
Literário Ivan Pereira de Carvalho. Nomeamos Ana Maria Veras com sua
primeira presidente. Conseguimos colocar o jornal na Internet (
ler Morando num Provedor In: Crônicas de Uma Vida – RPires) e
sem que percebêssemos o Jornal Literário rompia fronteiras pois,
levado por Sotero, ficou conhecido em Portugal e nos lombos da
Internet em, outros países de língua portuguesa e até nos EUA na
pessoa de Fernando Tanajura que o descobriu na net e mandou o endereço
para remessa da mídia papel. A mídia papel era muito forte porque na
Internet tudo era muito caro. Tínhamos que usar internet discada para
Fortaleza! Por isto só colocávamos parte do material na net.
Interessante é notar que este sonho materializado viria a criar muitas
outras coisa inclusive a Camocim Serviços de Internet foi criada
pela necessidade de acesso mais barato á internet: Causa? O
Literário. Como já disse antes a coisa cresceu... Um novo e forte
movimento literário balançava os artistas da terra! Foi quando passou
pela cabeça criar algo maior do que um grêmio Literário. Primeiro que
abordei sobre o assunto foi a presidenta do Grêmio Dona Leopoldina
Santos que recebeu a idéia sem muito entusiasmo. Falei com Sotero que
foi delicado, mas percebi que estava me achando meio lunático.
Procurei pelo professor Mota que viria a ser seu o segundo
presidente e que recebeu a idéia com animação! Vamos fazer esta
Academia! Mota passou a ser um dos grandes incentivadores da
Academia que nasceria meses depois. Fui para Internet estudar
como seria um estatuto de academia de Letras e me agradei do estatuto
da Academia Ireceense de Letras ponto base para o que viria a ser o
primeiro estatuto de nossa ACCAL. Imprimi quatro exemplares. Dei um
para a presidente do Grêmio, um para o escritor Carlos Augusto e
um para professor Mota . A idéia seria abrir uma frente de estudos
sobre a futura entidade.
Logo percebi que não poderia contar com alguns. Ficou claro que os
seguintes membros do Grêmio Literário participariam do sonho: RPires,
Ana Pires, Professor Mota, Artur Queirós e á distancia Raimundo Silva
Cavalcante. e nosso querido José Rodrigues que Deus o tenha em bom
lugar. Para piorar as coisas um conflito por causa da colocação
de artigos dos gremistas na internet me levou a pedir demissão do
Grêmio. Eu tinha que editar as páginas fazer a conexão pagar por isto
o que levava tempo e gastava dinheiro e não estava disposto a colocar
tudo na internet com meus próprios recursos. Só colocava o que achava
melhor e isto mais cedo ou mais tarde magoaria alguém. Foi o que
houve.
Bem, tínhamos um grande pepino nas mãos! Queríamos fundar uma Academia
de Letras mas isto teria que ser feito sem o apoio do maior poeta da
terra. Passei quase uma noite em claro pensando numa solução para este
impasse. A idéia foi clareando... A Internet! Vamos buscar na Internet
nomes que poderia suprir esta falta.
Convidei a Helena de Sousa Freitas que viria a ser a madrinha da ACL
sigla da fundação e esta logo se animou! Vou ao Brasil ajudar a fundar
uma academia de letra! Como estarei casando em maio procure uma data
no final que passarei a lua de mel no Brasil. É claro que
casaria com o Luis – seu amor cantado em prosa por Sotero
Vamos recordar –
poesia de RBsotero
Poesia de Helena
dedicada a seu marido Luis Humberto Teixeira
Debaixo do
véu
As noites contigo
são insones e dormentes,
Não descansam.
Nem o corpo
doentio, exaltado de suspiros.
E de pensamentos
puros e ardentes.
Há punhais que me
rasgam as roupas e o ventre,
Nas noites
contigo,
Há um lume que me
prende à cama e me tortura.
Que me inspira e
devora a alma.
Ninguém consegue
deter o temporal que desaba,
Que é vulcão... e
dilúvio... e tornado,
Nas noites
contigo,
Teu corpo é seda
com que teço a vida.
Meus lábios te
descobrem e desenham
Em movimentos
inquietos e doces.
O coração está
cadente, suspenso dos céus,
Nas noites
contigo…
Carta a
Helena de RBSotero
HELENA AMIGA,
LONGE É O ALÉM-MAR
QUE DE TÃO LONGE CAUSA-NOS ESPANTO,
SÃO TANTAS ÁGUAS A NOS SEPARAR:
QUATRO MIL MILHAS SÓ DE SAL E PRANTO!
HELENA AMIGA, DOIS FORMAM UM PAR
E, POR ISSO, AO LUÍS (O SEU ENCANTO)
UM ABRAÇO MAIOR DO QUE ESTE MAR
E PRA VOCÊ ESTE MEU TRISTE CANTO.
ANTES QUE FINDE AS MAL TRAÇADAS LINHAS,
MANDE SUAS NOVAS AQUI VÃO AS MINHAS
(E NÃO SE ESQUEÇA DE ALGUM NOVO VERSO!)
HÁ TEMPO ESTOU DE MAL COM A POESIA,
A PROSA ENVELHECEU, FICOU TITIA;
MAS CHEGA DE QUEIXUME TÃO DIVERSO
Convidamos também o grande escritor Franco de Lagos (que já nos
deixou e que Deus o tenha) que assegurou que viria o que aconteceu.
Para amenizar a falta do grande poeta Sotero resolvi ir a Quixadá no
Sitio Não Me deixes convidar a grande Raquel de Queirós com quem
tínhamos uma boa amizade e grande admiração para participar da
academia nascente o que Raquel respondeu:
- Professor, homenagem desta ninguém precisa me propor duas vezes!
Aceito! Convidamos o Exmo Juiz Dr. Fernando Luis Pinheiro Barros que
viria a trazer grande ajuda no momento da aprovação dos estatutos como
grande jurista presente. Raimundo convidou Chico Anízio que aceitou
participar e assim marcamos o dia da fundação: 31 de maio de
2001. A semana foi muito movimentada. Retoques final, preparo das
bandeiras afinal seria uma fundação em grande estilo! A comissão
fundadora era luso- brasileira! Mas uma nota dissonava: Não tinha
Sotero...Uma ferida aberta que doía no meio da festa. Primeira
academia brasileira a ser fundada por uma comissão mista de brasileiro
e Portugueses – Raimundo Cavalcante saudou assim os artistas
portugueses!
RECORDANDO!
REDESCOBRINDO O BRASIL
(À guisa de saudação aos ilustres visitantes)
Novos ÍCAROS,
eles aqui chegaram —
por ares tantas vezes já voados,
não por mares nunca dantes navegados —
da dourada Camocim, logo gostaram.
Sejam todos bem-vindos à nossa terra:
Leninha, Luís, Franco de Lagos,
vindos dos distantes lusitanos pagos,
conhecer o POTE, no passado em guerra.
Sintam o bom perfume do mar nosso,
degustem saboroso peixe com pirão,
descubram no povo o carinho, a emoção:
tudo agora vos pertence — é também vosso;
retornem muitas vezes, venham matar
saudades — e Camocim conosco desfrutar.
Naquela semana eu, completamente agitado, viria cometer uma gafe que
agravaria os ânimos com o Grêmio Literário. Helena e Luis estavam
hospedado no Hotel Municipal e lá fui marcar com ela uma reunião á
noitinha pois haveria no Colégio estadual Padre Anchieta uma homenagem
aos Portugueses que se chamaria: A Noite dos Poetas
Ao chegar lá estava Sotero na sala de estar do hotel conversando com a
Helena e com uma mulher muito bonita do lado notei destaque no belo
penteado da dama desconhecida e pensei, ah bom! Sotero já está
de mulher nova! Falei com a Helena e não me atrevi olhar nos olhos
daquela afinal era amigo intimo da Jackcilene.. Falei com Sotero e
acabei não agüentando a tentação e olhei frente a frente a bela mulher
e quase cai sentado. Era a presidente do Grêmio a respeitada Dona
Leopoldina Santos que me fuzilava com um olhar daqueles certamente
pela forma que me furtava a olhá-la de frente sugerindo pouco caso.
Nunca me perdoou pela grosseria e sai dali morto de vergonha. Como
poderia eu explicar o acontecido que povoava minha mente naquele
momento? Vamos recordar Fernando Tanajura mandou da América a
homenagem aos convencionais que fundaria a aniversariante e para
a Noite dos Poetas que aconteceria no Colégio Estadual Padre Anchieta
hoje Escola Professor Ivan Pereira de Carvalho.
Recordar é viver
DOS POETAS
Fernando Tanajura Menezes
Tenho a loucura dos poetas
que pintam o belo enquanto tudo é triste,
que vêm estrelas em céu de chuvas muitas,
que provam o gozo, quando a dor existe.
Tenho a loucura dessa gente
que canta alegre enquanto há tristeza,
que brilha sóis em tempestades muitas,
que olha a dúvida, quando se tem certeza.
Tenho a loucura da poesia
que busca rosas enquanto é inverno,
que sente o frio em primaveras muitas,
que chora o medo, quando tudo é terno.
Tenho a loucura deste mundo
que fica em riste enquanto há igualdade,
que ri do amor entre belezas muitas,
que luta só, quando quer liberdade
Finalmente aconteceu a reunião! Não tínhamos sede. Escolhemos o
auditório do Crede 4, o que quase não aconteceu por causa de um plano
de economia de energia mas uma conversa com a professora Vanessa
resolveu o impasse
Iniciamos com instalação da mesa diretora dos trabalhos formada pelos
seguintes pessoas:
Luis Humberto Teixeira jornalista português e marido de Helena, Helena
de Sousa Freitas Poetisa e Jornalista portuguesa, Franco de Lagos
Poeta e escritor português, Professor Rodrigues representava a
Universidade Vale do Acarau – Uva o respeitado Juiz Dr. Fernando Luis
Pinheiro Barros, eu e Ana Margarida Pires- minha amada a quem agradeço
de público toda a força dada para que o evento acontecesse.
Começamos co, o Hino Nacional Brasileiro e depois com o Hino de
Portugal puxado pelos jornalistas Luis Humberto Teixeira e sua esposa
Helena de Sousa Freitas.
Foi muito emocionante esta parte e minha felicidade pelo evento só não
era completa por que faltava Sotero... Anos depois o grande Poeta em
conversa comigo me disse que não poderia deixar o Grêmio: Ele Acabaria
e era verdade sempre foi o braço forte do Grêmio Literário Ivan
Pereira e Carvalho.
Discutiu-se a parte mais importante do estatuto sobre a orientação
jurídica do respeitado juiz Dr. Fernando a quem já tratávamos com
alguma intimidade. Tudo sem problemas marcamos uma nova reunião em
trinta dias para burilarmos o estatuto e no dia 3 de junho para a
posse dos acadêmicos no salão nobre do Hotel Marilha e , finalmente,
tive a grande honra de pronunciar a frase: Está fundada a Academia
Camocinense de Letras que Deus a abençoe!
Fatos curiosos sempre acontecem, pois o grande José Rodrigues que já
não se encontra entre nós resolveu oferecer aos convencionais uma de
suas poesia que na verdade era a poesia mais lida em nosso site
Literário intitulada Versos a Uma Prostitutas. Ficou um clima meio
estranho pois o Juiz estava presente e era o Juiz responsável pelos
menores e após algum silencio o próprio Juiz deixou-o á vontade
esclarecendo que não havia menores no recinto.
Vamos recordar de
José Rodrigues
VERSOS A UMA PROSTITUTA
Foi numa cama larga, barulhenta e dura
Que cruzei minha perna com a tua.
Peguei em tuas mamas moles
E contemplei, que estavas toda nua!
Num gesto de amor desesperado e louco,
Todos meus desejos, naquela hora,
fi-los.
Tu me abraçava, e beijava-me e
dizia-me:
Assim... assim... assim, meu filho.
Naquela ânsia de amor em êxtase
profundo,
Eu sentia um prazer inigualável,
Parecia sonhar estar no outro mundo
Sobre acochos e ais que tu davas,
Consegui chegar do amor o itinerário,
Sobre teu corpo de mulher, eu
desmaiava.
JR
Mais fatos históricos nesta data são as palavras mandadas, por email,
pelo grande Chico Anísio que justificou sua ausência
em razão de suas gravações diárias na Rede Globo.
Diz Chico: "pertencer a Academia Camocinense de Letras é algo que
orgulha a qualquer escritor brasileiro, por sabido ser Camocim terra
de literatos".:
Que também fiquem registradas as palavras de Dr. Fernando Luis
Pinheiro Barros sugeriu que a cadeira numero quinze deveria ficar
para a grande escritora Raquel de Queirós ora sorteada com o nome do
grande professor Ivan Pereira de Carvalho por causa de seu livro o
Quinze. Na verdade, como já havia sido sorteada para Prof. Ivan
a cadeira 15, pedimos permissão a sua família pois estava gravemente
enfermo na época. O que foi autorizado por ele, segunda a família
ficando com a cadeira numero 21. Professor Ivan Pereira de
Carvalho foi o primeiro a nos deixar falecendo em 18 de agosto de
2001, lamentavelmente sem tomar posse face a grave
enfermidade que o vitimou.
Sobre o escritor Chico Anysio o mui digno juiz declarou:
- Para mim, trata-se de um dos cearenses do século".
Convém mencionar que estavam presentes D. Ednilsa Barros,
diretora do Colégio Estadual Padre Anchieta, profº José
Augusto Júnior, profº Luis, profª Beatriz Lopes e
vários alunos do Colégio Estadual Padre Anchieta, estes convidados são
considerados também fundadores da ACL.
Ainda em tempo podemos narrar que a posse dos acadêmicos aconteceu no
dia previsto 3 de junho com a presença da sua madrinha Helena de Sousa
Freitas e de seu Padrinho José Arimateia Filho que também não mais
esta entre nós. Foi uma grande festa anunciado em dezenas de
jornais da Europa graças ao prestigio de sua madrinha e curiosamente
somente dois jornais anunciaram no Brasil: o Correio do Litoral jornal
local dirigido pelo atual academico Denilson Siqueira e o diário do
nordeste sobre a cortezia do empresário Edison Ventura que possuí
muito prestigio e atendeu nossa solicitação. Sobre esta
divulgação existe farta documentação no acervo da Academia de Letras
inclusive um dossiê feito pelo empresário de Helena de Sousa Freitas
remetido á Academia no mesmo ano!
Outro fato é que notificamos ao prefeito Sergio Aguiar na época sobre
a fundação ad Academia e lhe solicitamos uma sede. Sergio nos disse
que se até o ano seguinte a academia fosse sucesso deixaria que nos
escolhêssemos entre os prédios da prefeitura uma sede o que cumpriu no
ano seguinte quando fizemos a festa a Raimundo Cavalcante nos mandou
do Rio de Janeiro a seguinte poesia.
No Pé do ouvido: Será que Raimundo Cavalcante, naquela época pudesse
suspeitar que muito breve seria o presidente desta casa?
RPires - 31 de maio de
2007
ABRAÇO FRATERNO
Aos Companheiros da ACADEMIA
CAMOCINENSE DE LETRAS, na comemoração do seu
primeiro aniversário
(31 de maio, 2002)
Com rosas reunidas em belo laço,
Aos filhos desta terra idolatrada
E àqueles que a quiseram, Mãe amada,
A todos, irmãos queridos, eu abraço.
Nesta data gloriosa
aqui estamos
Juntos, alegres, na celebração
Do
primeiro natalício, em oração,
Deste escrínio de
cultura que amamos.
Cada um com seu talento empresta
Um fulgor especial a esta festa
Que saudades deixará no coração...
E o tempo passará, todos sabemos,
Mas jamais um só dia esqueceremos:
Nesta Casa cultivamos união.
Raimundo Silva Cavalcante
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