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Entrevistado hoje:
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Paulo Nieri
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Helena
de Sousa Freitas entrevista
Paulo
Nieri
Helena
- Paulo Nieri, enquanto autor e webmaster da Poetas Morto's
HP,
pode parecer a alguns escondido por detrás de uma cortina, como se não fosse uma pessoa real mas um personagem.
Quem
é o Paulo Nieri pessoa (idade, local onde vive, gostos pessoais, etc, etc)?
Paulo
Nieri – È verdade Helena,
quantas vezes não fui confundido com um personagem, mas sou bem real. Meu nome
verdadeiro claro que é outro, o de batismo, mas uso o sobrenome Nieri por
pertencer a minha verdadeira família, pois fui adotado na infância. Atualmente
moro em São Paulo, uma das maiores e mais caóticas metrópoles do mundo, tenho
32 anos, amo a cultura de uma forma geral e para ampliar mais de uma forma bem
universal e ampla. No início, dava mais atenção a Ciência, Astronomia,
Biologia, etc, mas acabei me apaixonando mesmo pela Literatura e a Poesia foi
meu elo de ligação com o mundo. Gosto também de música inglesa,
principalmente das bandas alternativas de rock, pois trazem letras bem ao meu
estilo, eles sabem cravar suas adagas na sociedade hipócrita que hoje
predomina. Estudei até onde pude, nunca fui agraciado com grandes recursos
materiais e por isso não pude seguir meus estudos no ramo da medicina, que era
um sonho distante, pois aqui as coisas são caras e existe uma dominância da
elite e um proletário como eu está descartado, mas talvez tenha faltado um
pouco de persistência, talvez eu tenha sido um pouco demais fraco e tenha
esquecido de usar a razão e os meus sentimentos rebeldes tenham atrapalhado meu
progresso. Uma coisa quero deixar claro, não culpo o mundo pelo que sou e pela
minha situação, pois tracei caminhos para minha vida dentro do que eu
acreditava e sendo assim sou responsável pela minha condição atual, todos
somos responsáveis pelos próprios atos.
Helena
- Como surgiu a ideia de criar a Poetas Morto's HP?
Paulo
Nieri – Foi em meados de
1997, lá estava eu, com um monte de coisas escritas que só os amigos mais próximos
tinham acesso, então esses amigos diziam: - “publique, divulgue!” - mas eu
não acreditava no valor das coisas que escrevia, mas no final, depois de sondar
e ouvir alguns “nãos” de editoras locais, resolvi por insistência de
conhecidos publicar tudo na Internet, assim nasce a Poetas Morto’s HP, que no
principio tinha o nome de Liberdade HP e era um "site" muito precário e com
algumas dicas de amigos fui aperfeiçoando e mudei o nome para o atual. Aprendi
um monte de coisas sobre esses códigos infernais da Internet e o "site" Poetas
Morto’s para chegar onde chegou consumiu um bom tempo e tive muita paciência.
Eu acredito que "sites" culturais nunca estão terminados, nunca tem um fim, por
isso acredito que nunca será possível dar a pincelada final no trabalho, pois
o mundo muda, as idéias se renovam e a cada dia um novo horizonte aparece
diante de nossos olhos, é assim que penso, a arte em geral nunca termina e a
cultura sempre ganha com isso, ainda bem, pois senão teríamos que cair nas
mesmices das tradições e ficaríamos presos ao passado, o mundo se renova, o
artista também. (digo artista de um modo geral, poetas, escritores, atores,
etc...)
Helena
- O que sente por inúmeras pessoas consultarem o site, o
referirem
nas suas páginas pessoais e deixarem elogios no Livro de
Visitas?
Paulo
Nieri – Não sou dado ao
orgulho, mas na verdade é gratificante saber que o trabalho está sendo notado
e que as pessoas muitas vezes se encontram nele. E como você mesma me disse em
um e-mail há pouco tempo, o "site" tem "links" ou referencias em varias páginas na
Internet, isso é verdade, pois sempre recebo pedidos de autorização para
divulgar a Poetas Morto’s. Os elogios engrandecem o meu e o nosso trabalho,
pois são várias pessoas que colaboram com o crescimento do "site", as críticas
também são bem vindas, sem elas não poderíamos crescer, espero que alguém
um dia possa continuar o trabalho quando não me for mais possível.
Helena
- Que reacções dos leitores mais o têm marcado?
Paulo
Nieri – As vezes, recebo
"e-mails" bem interessantes e geralmente os visitantes chamam minha atenção para
a profundidade de vários temas que encontram em meus escritos, a tristeza, o
pesar da alma diante do mundo e dizem que consigo passar o que sinto. Isso chama
demais minha atenção, pois que coisa melhor existe que ser compreendido, nem
sempre isso acontece, mas fico feliz por receber esses comentários revelando
que o que escrevo está entrando no coração das pessoas, é isso que aprecio e
minha reação é de agradecimento, até os e-mails mais mal criados eu acabo
agradecendo.
Helena
- Quando se iniciou na poesia? E na prosa?
Paulo
Nieri – Confesso
humildemente que não me julgo poeta ou escritor, não me classifico, tenho
muito para aprender, mas eu comecei a escrever primeiro meus textos e depois fui
ler os grandes poetas e escritores. Aos 13 anos já rabiscava minhas primeiras
linhas e acumulei um bom acervo, mas algumas crises pessoais, a depressão, etc,
me fizeram destruir grande parte do que criei e perdi muito com isso. Tive então
que me controlar e guardar, nem sabia porque guardava as coisas que escrevia,
quanto a prosa, não é muito fácil para eu escrever algo em prosa, prefiro
mais textos em forma de poesia livre. Meu amadurecimento maior, se posso dizer
assim, aconteceu aos 19 anos, quando já conhecia Edgard Allan Poe, Pablo
Neruda, Fernando Pessoa, Maiakovski; esse último é meu mentor, minha maior
inspiração, pois tombou diante do fracasso da revolução russa e até hoje é
amado pelo povo daquele país.
Helena
- Poesia e prosa atraem-no da mesma forma ou de modo distinto?
Paulo
Nieri – A poesia me atrai
mais, em especial quando li O Corvo de Edgard Allan Poe, descobri de vez minha
paixão e grande amor, a poesia. A prosa tem seu lugar no meu coração, mas
prefiro mais lê-las do que escreve-las.
Helena
- Considera a poesia uma forma de auto-conhecimento?
Paulo
Nieri – Sim, considero e
muito, pois foi através da poesia que encontrei uma forma de comunicação com
o mundo, com as pessoas. A poesia permite que eu penetre no meu mundo interior e
arranque tudo que sinto com uma pureza grandiosa. Eu acabo depois de dias lendo
meus textos e me encontrando, acabo percebendo o quanto estou insatisfeito com o
mundo ou o quanto estou feliz por descobrir novas formas de encarar o mundo.
Acredito que isso aconteça com inúmeros escritores, pois sem alma não tem
poesia, sem sentimentos não existe arte e o auto-conhecimento é a melhor forma
de expressar o que sentimentos. Eu me encontro na poesia.
Helena
- Posso afirmar sem erro que a sua escrita expressa uma forma
pessoal
e crítica de olhar o mundo e as desigualdades e injustiças que
nele
ocorrem?
Paulo
Nieri – Com certeza, o que
escrevo reflete o mundo a minha volta e o quanto ele me aflige. Caminhando pelas
ruas, cruzando avenidas, andando de um lado para outro eu sou bombardeado pelas
injustiças e desigualdades sociais. O preconceito é nefasto, ele povoa o que
escrevo, tento combater o preconceito, as instituições as hierarquias, mas sei
que pouco posso fazer e isso me revolta e inspira ainda mais.
Helena
- É essa rebeldia face ao Mundo que o inspira?
Paulo
Nieri – Creio que vou
repetitivo agora, mas vale a pena ressaltar isso, pois é a base do crio a todo
instante. Sou inspirado pela rebeldia, não gosto do mundo da forma que ele é,
não gosto da hipocrisia das nações, não tolero a exclusão. Sou rebelde, não
aprecio os grupos que representam as elites das academias, da burguesia, dos
governos, etc. Sou utópico, sou um sonhador, não aceito as fronteiras, as
bandeiras, a supremacia racial. Sou branco, mas não sou diferente do negro, do
amarelo, do moreno, somos todos iguais e serei rebelde enquanto existirem as
diferenças e isso me inspirara até o fim dos meus dias.
Helena
- O Paulo Nieri considera-se um Humanista? Quais são os grandes problemas do
Mundo que mais o preocupam e em que medida cada pessoa pode fazer a sua parte
para melhorar a vida global do planeta e dos que nele habitam?
Paulo
Nieri – Humanista, é
verdade, sou sim. Os grandes problemas do mundo são poucos, a ganância, a
hipocrisia e a falta de amor ao próximo, ou seja, o egoísmo. Para resolver
essas questões só falta a boa vontade das nações. No passado, países como
Inglaterra, Portugal, Espanha e França, semearam a destruição de culturas e
com o colonialismo arrancaram ao máximo o que podiam dessas terras por eles
dominadas. Essas coisas influem até hoje nos povos que foram subjugados, isso
levou ao ódio e a incompreensão. As pessoas se afastam, pois o capitalismo
prega uma competição feroz, então todos são inimigos agora. Precisos acabar
com isso, temos que semear o amor ao próximo, temos que preservar a vida como um
todo, o planeta está doente. A massa, ou o povo tem esse poder, devemos nos
unir e dar um basta nisso tudo, temos que deixar de ser dominados pela mentira
que é pregada pelos governos. A globalização é uma dessas mentiras, ontem
era o Imperialismo, hoje temos o Império, isso mesmo, a globalização será
baseada em um Império e sabemos quem vai ditar as regras. Temos que respeitar
ao próximo, temos que amar mais as pessoas, temos que tirar do dinheiro o poder
que a ele foi dado, pois percebemos que o grande Deus atual é o dinheiro.
Resumindo, precisamos de mais respeito à vida, amor ao próximo, acabar com o
egoísmo, do contrário, nossa civilização está fadada a selvageria e ao
crescimento do ódio e da violência, o mundo pode ser melhor, é fácil, basta
querer e tentar.
Helena
- O Paulo assume-se como grande admirador da Legião Urbana. Em
que
é que as letras do malogrado Renato Russo o marcam?
Paulo
Nieri – Falar de Legião
Urbana é o mesmo que falar de toda uma geração que cresceu debaixo da mão de
ferro da ditadura. Essa banda e seu mentor o Renato Russo, semearam em nossos
corações a mensagem da reação ao sistema. Suas letras marcantes e de
profundidade são hinos da juventude brasileira. A obra de Renato Russo tem
muito sentido nos dias de hoje, pois de uma forma inteligente ele já combatia a
hipocrisia, o governo, os preconceitos e toda forma de desamor. Renato Russo é
para mim, assim como Jesus Cristo é para os cristãos, ele foi meu libertador,
pois abriu muito meus olhos para as farsas presentes no mundo atual. Quem tiver
a chance de escutar uma música de nome Perfeição escrita por Renato Russo vai
entender do que estou falando, esse deveria ser o verdadeiro hino nacional do
Brasil.
Helena
- Que outros autores o têm influenciado directamente?
Paulo
Nieri – São muitos, mas o
que mais me influencia é Vladimir Maiakovski, o poeta operário da Rússia,
quem ler a antologia dele jamais será o mesmo, nesse poeta existia paixão,
sonhos e desejos de um mundo melhor para seu povo. Ele é um grande ícone da
poesia operária, se não for o maior. Ler esse poeta e seguir sua linha não é
fácil, pois exige daquele que isso faz o rompimento total com as instituições
atuais. Tenho outras influencias sim, Lord Byron, Edgard Allan Poe, Baudelaire,
Oscar Wilde e Thomas More, esse ultimo é demais, foi ele quem escreveu o livro
Utopia em 1500 e pouco, pagou com a própria liberdade e vida o desejo por um
mundo igualitário e justo já naquela época.
Helena
- Alguma vez entrou em rota de colisão com os poetas que
adoptam
para os seus versos cânones mais clássicos?
Paulo
Nieri – Nunca, nem posso ser
arrogante a ponto de defender o que escrevo, pois a verdade é uma coisa muito
complexa, quem tem razão ou não sobre o que deve ou não se deve ser escrito,
seja na poesia ou na literatura de um modo geral? Eu sou apartidário, não adoto
ou defendo uma escola, busco apenas pela liberdade de expressão, recebi
criticas sim, mas isso faz parte de todo trabalho e sendo eu um desconhecido as
criticas só fazem com que meu trabalho cresça mais.
Helena
- O que levou o "site" Poetas Morto's HP a promover um concurso
de
contos eróticos?
Paulo
Nieri – Está no sangue do
brasileiro essa coisa de erotismo, de sexo, está enraizado em nós. O imaginário
popular, tanto no homem como na mulher está repleto de fantasias desse tipo de
erotismo, mesmo que seja um erotismo barato e cheio de pornografia. Analisado
"sites" que apenas trazem esse tipo de conteúdo, eu pensei cá comigo, porque não
criar um concurso com contos eróticos? Sim, talvez eu tenha usado um artifício
nada ortodoxo para fazer as pessoas darem ais atenção à cultura, pois quem
passou pelo "site" para ler os contos com certeza deu uma olhada nos outros itens
culturais que tenho por lá. Muitos não gostaram, alguns me ofenderam, mas no
fim venceu a arte, Helena, seu conto era o menos ou quase nada erótico, digo da
forma que nós brasileiros estamos acostumados e foi o vencedor, o mais votado
Com isso ganhamos duas batalhas, quebramos a barreira que diz que erotismo não
é arte e a liberdade de expressão venceu.
Helena
- Sempre mostrou um grande interesse na divulgação literária
sem
censura. Porquê esta preocupação? Alguma vez teve os seus escritos
censurados?
Paulo
Nieri – Recebi algumas
censuras sim, por e-mail apenas, alguns chegaram a dizer que por trás de
algumas poesias minhas estava o apoio explicito a prostituição e a revolução,
mas ficou só nisso. Quanto a preocupação quanto a divulgação da literatura
dentro da plena liberdade de expressão sem censura é simples, não quero que a
cultura e a literatura seja elitizada, veja o exemplo da literatura de cordel,
nosso amigo RPires sabe do que estou falando. A literatura e arte devem estar ao
alcance do povo e deve ser criada, também pelo cidadão comum como eu. Toda
forma de expressão é valida, todo sentimento emana para a arte, tem até
aqueles que usam cadáveres pra expressar a arte. A responsabilidade deve sempre
estar aliada a liberdade de expressão, pois ainda existem pessoas influenciáveis
no mundo, se eu disser que matar ao próximo e expor seus órgãos em publico é
arte, você sabe muito bem que um maluco qualquer vai fazer isso e vai apontar a
origem de sua inspiração. Devemos sim ser responsáveis quando lidamos com a
liberdade, pois a liberdade é algo complexo e nossa liberdade termina quando
esbarra na do próximo, respeito é alma do negócio.
Helena
- Como tomou conhecimento de 'O Literário' e o que pensa deste
órgão
de divulgação online e da sua variante em papel?
Paulo
Nieri – Primeiro se não me
falha a memória, foi o Prof. RPires que entrou em contata comigo através de um
e-mail, daí pra frente, nem te conto, eu me apaixonei pelo "site" e pelo conteúdo,
é coisa boa, coisa da terra. Tenho um carinho enorme pelo povo nordestino e você
nem imagina como eles são vitimas de preconceitos aqui no sul e sudeste do
Brasil. Descobrir um trabalho como o do Literário foi uma alegria imensa, gente
batalhadora, levando cultura a um povo sofrido e marcado pela seca, violência
dos “coronéis”, etc. é mais prudente para mim fechar o "site" Poetas
Morto’s do que o Prof RPires e todos que fazem O Literário terminarem com
essa semente que foi plantada em Camocim. O Literário é um exemplo, é um
marco, é o fruto de gente simples e inteligente que sabe o quanto a cultura é
importante para o nosso povo e para todos em geral. Portanto, que O Literário
esteja sempre lá onde sempre está, em meu meu coração e que sirva de luz
para outras gerações.
Helena
- Que ideias tem para a dinamizar a cultura, nomeadamente a
literatura,
que parece tantas vezes adormecida para o cidadão comum?
Paulo
Nieri – Popularizar a
cultura, quebrar os elos com as editoras que tanto encarecem livros em geral.
Temos que encontrar uma forma de tornar mais barata e acessível à literatura
ao cidadão comum. A Escola deve tomar esse partido com mais eficiência, a
escola e o governo, mesmo que eu não espere nada do governo, pois esse tem como
ideologia manter o cidadão comum preso na ignorância, porque é mais fácil de
dominar. É preciso uma revisão de valores, tratar o ser humano, educa-lo mais,
fazer com que tenha mais contato com a arte, cultura, literatura, enfim, a
cultura tem que estar no cardápio do dia. Aqui no Brasil, poetas não vendem
livros, quase ninguém lê o quanto devia ler, não defendo apenas a poesia,
defendo a cultura popularizada como um todo. Existem professores de grande valor
em nosso país e no mundo, cabe aos que educam embutir na mente já das crianças
a literatura e fazer isso com muito amor, nada tenho contra os clássicos, mas
temos que ser inteligentes, de um livro simples pra começar, uma revista
infantil leve insistam na importância da leitura. Creio que só a educação
pode resolver esse problema, pois um homem que tem cultura é um cidadão mais
completo, mais apto a lutar pelos seus direitos e criar um mundo melhor.
Helena
- Para finalizar: que mensagem deixa para os leitores que se
habituaram
a seguir as linhas dos seus versos e contos e que visitam com
regularidade
a Poetas Morto's HP?
Paulo Nieri - Meu coração
apenas tem um sentimento, esse sentimento é a gratidão, pois por maiores
possam ser os problemas do mundo eu ainda acredito na humanidade e agradeço a
todos que, com carinho ou com olhar critico, leiam o que escrevo. Agradeço
mesmo do fundo do coração, não tenho palavras para retribuir o carinho dessa
gente maravilhosa que tanto luta e nos agracia com seus e-mails e cartas
carinhosas. Na verdade o "site" Poetas Morto’s HP não é meu, é nosso, e em
breve será mais ainda de todos, pois não é uma fronteira isolada e solitária
essa nossa luta pela divulgação da cultura, é algo que vem crescendo a cada
dia e espero, mesmo que eu não venha presenciar isso, espero que a cultura
esteja ao alcance de todos os cidadãos do mundo sem distinção de credo, cor
ou raça.
Ø –
Tomo
agora as palavras de Renato Russo, sejam felizes, força sempre! Pois a legião
urbana unida tudo vence, ou seja, o povo unido jamais será vencido, pois se
ficar separado sempre será dominado. Obrigado pela entrevista Helena e que você
seja sempre iluminada em seus escritos que muito me confortam.
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Paulo
Nieri em
O Literário
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