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C
A M P E Ã O
Domingo,
12 de abril de 1931. Dia do Senhor, de festa e alegria.
Foi
nessa atmosfera que, há precisamente setenta anos, a então bucólica
cidade de Maranguape teve a honra de ver nascer-lhe um CAMPEÃO.
Um vencedor em todas as áreas — muitas, aliás — de sua
intensa atuação.
Na
verdade, a imensa maioria do nosso querido Brasil só o conhece
pelos simpáticos e incomparáveis retratos que ele transmite
com os incontáveis personagens interpretados na televisão.
CHICO ANYSIO, todavia, ultrapassa fronteiras. Desde jovem
militou no rádio e no jornalismo. E foi alargando cada vez mais
o seu campo de trabalho — pois é um trabalhador incansável.
Teatro, cinema, música, pintura, literatura em prosa e verso
— em tudo que faz deixa marca indelével.
A cada dia CHICO supera suas realizações, inovando,
ampliando, dando dimensão universal às suas criações. Posso
sem favor dizer que ele é uma pessoa rara e de inteligência
superior, beirando a genialidade. Os que privam com ele sabem
muito bem que não estou exagerando.
Como se tantos atributos intelectuais não bastassem,
CHICO recebeu de Deus um coração de criança. A bondade tem
sido uma constante em sua vida, ajudando e incentivando
iniciantes, sem temer concorrência e sequer pensar nisto. Cria
oportunidades para seus companheiros, sem esquecer os antigos, não
importando a idade.
E, como uma criança, tem ímpetos e também erra. Mas a
grandeza de seu coração e sua generosidade são muito maiores
do que sua ira, pois perdoa e pede perdão.
Enfim, é um CAMPEÃO que nossa humanidade não repete
muitas vezes.
Raimundo
Silva Cavalcante
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