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Camocim
de Ontem e de Hoje
Fugindo
do objetivo
da
tua social estrutura
me
prendo em sonhos, cativo,
ao
belo que te emoldura
Assim,
Cidade-Criança,
ó
terra do meu enlevo,
vives
na minha lembrança
gravada
em alto relevo
Dias
se vão tão distantes
das
noites de lua cheia,
das
serestas delirantes,
como
cantos de sereia...
Cuido
ouvir nas madrugadas
(quantas
lembranças encerras!)
dolentes,
ternas toadas,
belas
canções de outras terras.
Com
teus dons hospitaleiros,
como
antes já não afagas
nacionais
e estrangeiros,
marinheiros
de outras plagas...
Hoje
de pedras, calçada,
já
não és mais tão bonita
tua
bela praia rendada
-nosso
cartão de visita.
Filho,
Arimatéa.
In:
CAIXA DE BRINQUEDO Poesias.
Fortaleza
-Ce 1977 - Grafisa-ce.
v.1.p.49 |