Arimatéa Filho

                 

 

Rua do Humaitá

 

 

 

 

A rua onde eu morava era de areia,

casa modesta, humilde a vizinhança;

dos meus pais aprendi desde criança

o apreço que se deve à vida alheia.

 

 

Ali, sem preconceitos, muro ou peia,

vivíamos de fé e de esperanças...

- de tudo, me restou a rica  herança

do amor à Paz, por qual o mundo anseia. 

 

 

Que tempo bom! A vida continua...

- não consigo  esquecer a gente amiga,

o lar querido, aquela simples rua,

 

 

tranqüila, sem "manchetes",sem distúrbios 

- que saudade me dói da vida antiga,

da nossa velha casa do subúrbio!...

 

 

Filho, Arimatéa. 

In: CAIXA DE BRINQUEDO  Poesias.

Fortaleza -Ce 1977 - Grafisa-ce.

v.1.p.19