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Camocim
e A Chuva Quer Não Esqueço
Acostumada
a vir de madrugada,
ei-la
sempre chegando mansinho,
com
goteiras em tom de batucada
e
um gosto de aconchego e de carinho
Em
breve aumenta e sai a enxurrada
tudo
arrastado como em torvelinho...
depois
que cessa vou-me em desalinho
para
ver a manhã toda banhada!
-Manhã
sem sol, parada, enlanguescida,
sem
pássaros cantando qual se a vida,
fizesse
pausa p'ra meditação.
A
inércia como o frio me amolesta....
-tenho
saudade das manhãs em festa
e
das cálidas noites de verão!...
Filho,
Arimatéa.
In:
ENTRE SOMBRAS E LUZES Poesias.
Fortaleza
-Ce 1999 -Multigraf Editora Ltda.
v.1.p.32 |