APESAR
Apesar
do pesar que vai no peito:
Da
tristeza que vem sem dar aviso,
Da
careta de dor que mostra o siso
E
dos ais que na vida ando sujeito;
Apesar
do desgosto... do despeito!
Da
mordaça na boca do sorriso,
Do
mal que, só de mau, é de
improviso
E
do pranto que choro sobre o leito;
Apesar
dos pesares desta vida,
Do
sangue que ainda escorre da ferida,
Aberta
pelos golpes do destino;
Apesar
de pesar tantos pesares,
Ainda
sinto a esperança dar seus ares
No
inocente sorriso de um menino.
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