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DIÁLOGO
COM A MORTE
ou ANJO MALDITO
Afasta-te
de mim, Anjo maldito,
Não
quero ouvir tua frágil explicação.
O
teu alfanje decide todos os problemas
Sem
que a pobre vítima possa dizer um não.
A
conversa comigo não é antes nem depois.
Não
vás dizer que comigo é diferente.
Só
direi: Leva-me, leva-me,
Quando
não houver meios de pedir clemência
Minha
conversa contigo é muito curta ,
Aliás
não gosto de ouvir teu nome.
Esquece-me
também o máximo; eu esqueci!
Quando
eu estiver coberto de jasmim
E
a humanidade inteira olhando para mim, Procurando recordar o dia em
que nasci.
Sai
de perto de mim, Anjo maldito,
Não
quero que assistas à minha última inspiração. Lançarei meu
"ai" de protesto ao infinito,
Num
acordo de PAZ na extrema–unção.
JR
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