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NOVA
ENTIDADE FEMININA
Eliane Arruda
Os sonhos, quando menos
esperamos, configuram-se e fazem morada no nosso pensamento até
que, um dia, acabam se concretizando e, vez concretizado um
deles, necessita de atenção especial para que o seu destino
não seja igual ao das espumas.
Pois bem, a AFELCE (ACADEMIA FEMININA DE LETRAS DO CEARÁ) nasceu de um desejo nosso de vê-la
imponente no estado, à semelhança de outros que a possuem
numa redoma de credibilidade. A idéia foi logo festejada pela
escritora Francinete de Azevedo, e passamos a selecionar
pessoas que também indicaram escritoras para completar o
quadro de sócias fundadoras, e a sua primeira reunião veio
à tona, no dia 8 de junho de 2002,
à qual corresponde a ata de fundação, depois
registrada no cartório com as seguintes sócias-fundadoras: Eliane Maria Arruda Silva, Francinete
de Azevedo Ferreira, Francisca Benildes Batista (que indicou
Zinah Alexandrino), Francisca Suerda Bastos dos Santos, Ione
Arruda Gomes, Maria Dilma de Freitas Martins, Maria das Graças
dos Santos Braga Lavor, Maria da Glória Filgueiras Bastos,
Maria Tereza de Castro Callado, Tânia Maria Gurgel do Amaral
(que indicou Edna Monteiro Moreira e Helenice Vieira Leite).
Helenice, por sua vez, indicou Telesila Vieira Brasil. Tirante as escritoras entre parênteses, as
outras foram indicadas por essa que ora escreve e Francinete
Azevedo
Vieram depois os
outros passos importantes para a solidificação de uma
entidade: a feitura do estatuto e a obtenção do CNPJ
junto à Receita Federal. O estatuto foi idealizado e redigido
pelas fundadoras Edna Monteiro Moreira( administradora) e
Helenice Vieira Leite (advogada), restando ainda o registro
junto à Federação da Academias e a sua inserção no rol
das Academias Femininas de Letras do Brasil, o que já estamos
providenciando.
Uma Academia, portanto, não pode se constituir de um
dia para o outro, leva meses, anos para poder estar no ponto
de ser apresentada à sociedade intelectual. Por isso mesmo, a
AFELCE ainda não foi apresentada, o que se tentará fazer no
primeiro semestre de 2003, pois já conta com algumas sócias
pós-fundadoras: Ana
Maria do Nascimento, Ana Maria Rodrigues, Argentina Austregésilo,
Arleni Portelada, Celina Pinheiro, Clara Leda de Andrade
Ferreira, Luciana Bessa e Silva, Mônica Silveira, Rosa Virgínia Carneiro, Vilma Matos, Zênite
Ximenes. Outras são ainda
pretensas acadêmicas e correspondentes. Trata-se, por
conseguinte, de um sonho que está se metamorfoseando em mais
uma constelação para cintilar decididamente no céu da
cultura cearense.
A pessoa tem acesso ao seu quadro da seguinte maneira:
sendo indicada por uma acadêmica ou personalidade idoneamente
reconhecida nos meios literários, encaminhando o currículo e
as obras para análise e eleição da Diretoria, havendo muito
cuidado também com os aspectos qualitativos da pessoa
indicada. Da mesma forma, para os quadros de correspondentes e
colaboradoras. As correspondentes podem ser do interior, de
outros estados e até estrangeiras, mas todas precisam de
indicação e aval da Diretoria, quando se pretende constituir
uma entidade à altura das demais existentes no Brasil.
Todos os detalhes que asseguram a identidade de uma
Academia de Letras estão sendo pensados e repensados para
que, de ora em diante, ela só faça crescer, a exemplo das já
existentes, valorizando a mulher que tem afinidade com as
letras e, no nosso caso, a cultura do Ceará.
Eliane Arruda |