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Discurso do escritor RPires por ocasião do sexto aniversário da
Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras Dia 31 de Maio de
2007.
Exmo. Senhor Presidente, Dr. Raimundo Silva Cavalcante, que tem
trazido grandes conquistas a esta excelente Entidade Cultural,
autoridades presentes, convidados e colegas membros da ACCAL. Boa
noite!
É
com alegria incomum e com a voz embargada pela emoção que parabenizo
nossa querida ACCAL neste sexto aniversário. Jovem entidade que já
se destaca no movimento literário cearense e, ás vezes, rompe
fronteiras através de seus membros localizados em outras cidades e
países. Convidado que fui pelo respeitado presidente, neste dia
festivo, pretendo relembrar os momentos iniciais de nossa Academia
nos momentos iniciais. Trata-se de uma visão pessoal, sem quaisquer
outros objetivos que não a de reviver aqueles momentos desde o
início, de forma alguma pretendendo trazer louros ou algo parecido,
pois já é muito grande a honra de ter estado presente como parte da
competente equipe que faria o parto de um sonho chamado uma Academia
de Letras em Camocim.
Mas chega de digressão e vamos ás recordações, pois já dizia alguém
que recordar é viver.
Naquele ano acredito 1998, estávamos á frente de uma modesta escola,
a Escola de Promoção Humana e havíamos feito para os alunos, um
pequeno jornal, usando artes da computação com o programa Winword do
saudoso Windows 98 - (Ainda há quem use...)
Era por
volta de 15 horas e com o jornalzinho recém impresso debaixo do
braço fomos até a Casa de Cultura de Camocim, sabes onde era?
Adivinhem: Onde é hoje a sede de nossa aniversariante. Lá estava o
já renomado escritor Carlos Cardeal que trabalhava na secretaria e
se não me falha a Memória a Secretária de Cultura era a Beth
Queirós, filha do grande Artur Queiróz que me daria, futuramente, a
honra de sagra-lo mestre literário: o primeiro de nossa Academia.
Ao chegar
lá, encontrei o Carlos Cardeal, como de costume sorridente,
tranqüilo e lhe falei do jornalzinho enquanto passava a amostra para
suas mãos.
- Que tal
fazermos um jornal de cunho literário? Perguntei. Cardeal olhou e
imediatamente pegou um telefone e disse:
- Vou
chamar alguém que gostará desta idéia.
Dez minutos
depois chegou Raimundo Bento Sotero que eu já admirava pela obra
literária. (Ninguém vivo faz sonetos como Sotero...)
Sotero
adorou a idéia e daí adiante seria o maior incentivador do jornal
que recebeu o nome de Literário.
Mas a coisa
não ficou só aí, já que íamos fazer um jornal o bom seria criarmos
uma entidade para gerenciá-lo. A idéia agora veio do Sotero que
sugeriu logo o nome: Chamar-se-á Grêmio Literário. Vamos fazer um
grêmio!
Tudo
aconteceu muito rapidamente. O Jornal saiu, o Grêmio nasceu nos
fundos do quintal de Ana Maria Veras e chamou-se Grêmio Literário
Ivan Pereira de Carvalho. Nomeamos Ana Maria Veras com sua primeira
presidente. Conseguimos colocar o jornal na Internet (ler Morando
num Provedor In: Crônicas de Uma Vida – Rpires) e sem que
percebêssemos o Jornal Literário rompia fronteiras, pois, levado por
Sotero, ficou conhecido em Portugal e nos lombos da Internet em
outros países de língua portuguesa e até nos EUA na pessoa de
Fernando Tanajura Menezes que o descobriu na net e mandou o endereço
para remessa da mídia papel. A mídia papel era muito forte porque na
Internet tudo era muito caro. Tínhamos que usar internet discada
para Fortaleza! Por isto só colocávamos parte do material na net.
Interessante é notar que este sonho materializado viria a criar
muitas outras coisas inclusive a Camocimnet (Camocim Serviços de
Internet Ltda. que foi criada pela necessidade de acesso mais barato
á internet: Causa? O Literário.
Como já
disse antes a coisa cresceu... Um novo e forte movimento literário
balançava os artistas da terra! Foi quando passou pela cabeça criar
algo maior do que um grêmio Literário. Primeiro que abordei sobre o
assunto foi à presidenta do Grêmio Dona Leopoldina Santos que
recebeu a idéia sem muito entusiasmo. Falei com Sotero que foi
delicado, mas percebi que estava me achando meio lunático. Procurei
pelo professor Mota que viria a ser seu o segundo presidente e que
recebeu a idéia com animação! Vamos fazer essa Academia! Mota passou
a ser um dos grandes incentivadores da Academia que nasceria meses
depois. Fui para Internet estudar como seria um estatuto de uma
academia de letras e me agradei do estatuto da Academia Ireceense de
Letras, da Bahia, ponto base para o que viria a ser o primeiro
estatuto de nossa ACCAL. Imprimi quatro exemplares. Dei um para a
presidente do Grêmio, um para o escritor Carlos Augusto e um para
professor Mota . A idéia seria abrir uma frente de estudos sobre a
futura entidade.
Logo
percebi que não poderia contar com alguns. Ficou claro que os
seguintes membros do Grêmio Literário participariam do sonho: RPires,
Ana Pires, Professor Mota, Artur Queirós e á distancia Raimundo
Silva Cavalcante e o nosso querido José Rodrigues que Deus o tenha
em bom lugar. Para piorar as coisas um conflito por causa da
colocação de artigos dos gremistas na internet me levou a pedir
demissão do Grêmio. Eu tinha que editar as páginas fazer a conexão e
pagar por isto o que levava tempo e gastava dinheiro e eu não
estava disposto a colocar tudo na internet com meus próprios
recursos. Só colocava o que achava melhor e isto mais cedo ou mais
tarde magoaria alguém. Foi o que houve.
Bem,
tínhamos um grande pepino nas mãos! Queríamos fundar uma Academia de
Letras, mas isto teria que ser feito sem o apoio do maior poeta da
terra: Sotero. Passei quase uma noite em claro pensando numa solução
para este impasse. A idéia foi clareando... A Internet! Vamos buscar
na Internet nomes que poderia suprir esta falta.
Convidei a
Helena de Sousa Freitas que viria a ser a madrinha da ACL - sigla da
Academia Camocinense de Letras - na época da fundação e esta logo se animou!
- Vou ao
Brasil ajudar a fundar uma academia de letra! Como estarei casando
em maio, procure Roberto, uma data no final do mês que passarei a
lua de mel aí no Brasil, em Camocim! ( É claro que casaria com o
Luis – seu amor cantado em prosas e versos.
Vamos
recordar a ocasião – Uma poesia de RBsotero e uma de Helena de
Freitas.
Poesia de
Helena de Feitas dedicada a seu marido Luis Humberto Teixeira
Debaixo do véu
As noites contigo são insones e dormentes,
Não descansam.
Nem o corpo doentio, exaltado de suspiros.
E de pensamentos puros e ardentes.
Há punhais que me rasgam as roupas e o ventre,
Nas noites contigo,
Há um lume que me prende à cama e me tortura.
Que me inspira e devora a alma.
Ninguém consegue deter o temporal que desaba,
Que é vulcão... e dilúvio... e tornado,
Nas noites contigo,
Teu corpo é seda com que teço a vida.
Meus lábios te descobrem e desenham
Em movimentos inquietos e doces.
O coração está cadente, suspenso dos céus,
Nas noites contigo…
Carta a Helena de RBSotero
HELENA AMIGA, LONGE É O ALÉM-MAR
QUE DE TÃO LONGE CAUSA-NOS ESPANTO,
SÃO TANTAS ÁGUAS A NOS SEPARAR:
QUATRO MIL MILHAS SÓ DE SAL E PRANTO!
HELENA AMIGA, DOIS FORMAM UM PAR
E, POR ISSO, AO LUÍS (O SEU ENCANTO)
UM ABRAÇO MAIOR DO QUE ESTE MAR
E PRA VOCÊ ESTE MEU TRISTE CANTO.
ANTES QUE FINDE AS MAL TRAÇADAS LINHAS,
MANDE SUAS NOVAS AQUI VÃO AS MINHAS
(E NÃO SE ESQUEÇA DE ALGUM NOVO VERSO!)
HÁ TEMPO ESTOU DE MAL COM A POESIA,
A PROSA ENVELHECEU, FICOU TITIA;
MAS CHEGA DE QUEIXUME TÃO DIVERSO
Convidamos também o escritor Franco de Lagos que assegurou que viria
o que de fato aconteceu. Para amenizar a falta do grande poeta
Sotero resolvemos também ir a Quixadá no Sitio Não Me Deixes
convidar a grande Raquel de Queirós com quem tínhamos uma boa
amizade e grande admiração para participar da academia nascente o
que Raquel respondeu:
-
Professor, homenagem desta ninguém precisa me propor duas vezes!
Aceito!
Convidamos
o Exmo Juiz Dr. Fernando Luis Pinheiro Barros que viria a trazer
grande ajuda no momento da aprovação dos estatutos como grande
jurista presente. .
Raimundo
convidou Chico Anízio que aceitou participar e assim marcamos o dia
da fundação: 31 de maio de 2001
A semana
foi muito movimentada. Retoque final, preparo das bandeiras afinal
seria uma fundação em grande estilo! A comissão fundadora era luso-
brasileira! Mas uma nota dissonava: Não tinha Sotero...Uma ferida
aberta que doía no meio da festa.
Primeira
academia brasileira a ser fundada por uma comissão mista de
brasileiro e Portugueses – Raimundo Cavalcante saudou assim os
artistas portugueses!
RECORDANDO!
REDESCOBRINDO O BRASIL
(À guisa de saudação aos ilustres
visitantes)
Novos ÍCAROS, eles aqui
chegaram —
por ares tantas vezes já voados,
não por mares nunca dantes navegados —
da dourada Camocim, logo gostaram.
Sejam todos bem-vindos à nossa terra:
Leninha, Luís, Franco de Lagos,
vindos dos distantes lusitanos pagos,
conhecer o POTE, no passado em guerra.
Sintam o bom perfume do mar nosso,
degustem saboroso peixe com pirão,
descubram no povo o carinho, a emoção:
tudo agora vos pertence — é também
vosso;
retornem muitas vezes, venham matar
saudades — e Camocim conosco
desfrutar.
Naquela semana eu,
completamente agitado, viria cometer uma gafe que agravaria os
ânimos com o Grêmio Literário. Helena e Luis estavam hospedado no
Hotel Municipal e lá fui marcar com ela uma reunião para noitinha
pois haveria no Colégio estadual Padre Anchieta uma homenagem aos
Portugueses que se chamaria: A Noite dos Poetas
Ao chegar, lá estava Sotero na sala de estar do hotel conversando
com a Helena e com uma mulher muito bonita do lado. Notei destaque
no belo penteado da dama desconhecida e pensei:
- Ah bom... Sotero já está de mulher nova! Falei com a Helena e não
me atrevi olhar nos olhos daquela dama, afinal eu era amigo intimo
da mulher do Poeta: Jackcilene...
Falei com Sotero e acabei não agüentando a tentação e olhei frente a
frente a bela mulher e quase cai sentado. Era a presidente do Grêmio
a respeitada Dona Leopoldina Santos que me fuzilava com um olhar
daqueles certamente pela forma pelo qual eu me furtava a olhá-la de
frente sugerindo pouco caso. Na verdade sempre via a Senhora
Presidente em trajes normais e isto confundiu minha cabeça. Ela
nunca me perdoou pela grosseria e sai dali morto de vergonha. Como
poderia eu explicar o acontecido que povoava minha mente naquele
momento?
Vamos
recordar a ocasião com versos mandados por Fernando Tanajura
Menezes – escritor brasileiro, baiano que vive em Nova Iorque,
homenageando a Academia e os portugueses, e a Noite dos Poetas que
aconteceria no Colégio Estadual Padre Anchieta hoje Escola Professor
Ivan Pereira de Carvalho.
Recordar é
viver
DOS
POETAS
Fernando Tanajura Menezes
Tenho a
loucura dos poetas
que pintam o belo enquanto tudo é triste,
que vêm estrelas em céu de chuvas muitas,
que provam o gozo, quando a dor existe.
Tenho a
loucura dessa gente
que canta alegre enquanto há tristeza,
que brilha sóis em tempestades muitas,
que olha a dúvida, quando se tem certeza.
Tenho a
loucura da poesia
que busca rosas enquanto é inverno,
que sente o frio em primaveras muitas,
que chora o medo, quando tudo é terno.
Tenho a
loucura deste mundo
que fica em riste enquanto há igualdade,
que ri do amor entre belezas muitas,
que luta só, quando quer liberdade
Finalmente aconteceu a reunião! Não tínhamos sede. Escolhemos o
auditório do Crede 4, o que quase não aconteceu por causa de um
plano de economia de energia, mas uma boa conversa com a professora
Vanessa resolveu o impasse
Iniciamos
com instalação da mesa diretora dos trabalhos formada pelos
seguintes pessoas:
Luis
Humberto Teixeira, jornalista português e marido de Helena, Helena
de Sousa Freitas Poetisa e Jornalista portuguesa, Franco de Lagos
Poeta e escritor português, Professor Rodrigues representava a
Universidade Vale do Acarau – Uva, o respeitado Juiz Dr. Fernando
Luis Pinheiro Barros, eu e Ana Margarida Pires- minha amada a quem
agradeço de público toda a força dada para que o evento acontecesse.
Começamos com o Hino Nacional Brasileiro e depois com o Hino de
Portugal puxado pelos jornalistas Luis Humberto Teixeira e sua
esposa Helena de Sousa Freitas.
Foi muito
emocionante esta parte e minha felicidade pelo evento só não era
completa por que faltava Sotero... Anos depois o grande Poeta em
conversa comigo me disse que não poderia deixar o Grêmio: ]
- O Grêmio acabaria, disse Sotero, e era verdade, sempre foi o
braço forte do Grêmio Literário Ivan Pereira e Carvalho.
Durante a assembléia discutiu-se a parte mais importante do estatuto
sob a orientação jurídica do respeitado juiz Dr. Fernando a quem já
tratávamos com alguma intimidade. Tudo sem problemas, marcamos uma
nova reunião em trinta dias para burilarmos o estatuto e, no dia 3
de junho, para a posse dos acadêmicos no salão nobre do Hotel
Marilha . E, finalmente, tive a grande honra de pronunciar a frase:
Está fundada a Academia Camocinense de Letras, que Deus a abençoe!
Fatos curiosos sempre acontecem nos bastidores destes eventos,
imaginem que o grande José Rodrigues, que já não se encontra entre
nós, resolveu oferecer aos convencionais uma de suas poesia que, na
verdade, era a poesia mais lida em nosso site “Literário On Line”.
Se intitulada “Versos a Uma Prostituta”. Ficou um clima meio
estranho pois o Juiz estava presente e era o Juiz responsável pelo
Juizado de Menores e após algum silencio o próprio Juiz deixou-o á
vontade esclarecendo que não havia menores no recinto.
Vamos recordar o grande José Rodrigues com sua poesia.
VERSOS
A UMA PROSTITUTA
Jose
Rodrigues
Foi
numa cama larga, barulhenta e dura
Que
cruzei minha perna com a tua.
Peguei
em tuas mamas moles
E
contemplei, que estavas toda nua!
Num
gesto de amor desesperado e louco,
Todos
meus desejos, naquela hora, fi-los.
Tu me
abraçava, e beijava-me e dizia-me:
Assim... assim... assim, meu filho.
Naquela
ânsia de amor em êxtase profundo,
Eu
sentia um prazer inigualável,
Parecia
sonhar estar no outro mundo
Sobre
acochos e ais que tu davas,
Consegui chegar do amor o itinerário,
Sobre
teu corpo de mulher, eu desmaiava.
JR
Mais fatos históricos nesta data são as palavras mandadas, por
email, pelo grande Chico Anísio que justificou sua ausência em
razão de suas gravações diárias na Rede Globo.
Diz Chico: "pertencer a Academia Camocinense de Letras é algo que
orgulha a qualquer escritor brasileiro, por sabido ser Camocim terra
de literatos".:
Que também fiquem registradas as palavras de Dr. Fernando Luis
Pinheiro Barros sugeriu que a cadeira numero quinze deveria ficar
para a grande escritora Raquel de Queirós por causa de seu livro o
Quinze. A cadeira 15 fora sorteada com o nome do famoso professor
Ivan Pereira de Carvalho - Na verdade, como já havia sido sorteada
a cadeira 15, pedimos permissão a sua família dias depois pois o
professor Ivan estava gravemente enfermo na época.( O que foi
autorizado por ele, segunda a família ficando com a cadeira numero
21). Professor Ivan Pereira de Carvalho foi o primeiro a nos deixar
falecendo em 18 de agosto de 2001, lamentavelmente sem tomar posse
face a grave enfermidade que o vitimou.
Sobre o escritor e humorista Chico Anysio o mui digno juiz declarou:
-
Para mim, trata-se de um dos cearenses do século".
Convém mencionar que estavam presentes D. Ednilsa Barros,
diretora do Colégio Estadual Padre Anchieta, prof°. José
Augusto Júnior, profº Luis, profª Beatriz Lopes e
vários alunos do Colégio Estadual Padre Anchieta. Estes convidados
são considerados também fundadores da ACL
Ainda em tempo podemos narrar que a posse dos acadêmicos aconteceu
no dia previsto, 3 de junho um domingo com a presença da sua
madrinha Helena de Sousa Freitas e de seu Padrinho José Arimatéia
Filho que também não mais esta entre nós. Foi uma grande festa
anunciado em dezenas de jornais da Europa graças ao prestigio de sua
madrinha e curiosamente somente dois jornais anunciaram no Brasil: o
Correio do Litoral jornal local dirigido pelo atual acadêmico
Denilson Siqueira e o diário do nordeste sobre a cortesia do
empresário Edison Ventura que possuí muito prestigio e atendeu nossa
solicitação. Sobre esta divulgação existe farta documentação no
acervo da Academia de Letras inclusive um dossiê feito pelo
empresário de Helena de Sousa Freitas remetido á Academia no mesmo
ano!
Convém
lembrar que empossou, neste dia, representando Chico Anisio a
primeira dama da época Dona Mónica Aguiar.
Outro fato é que notificamos ao prefeito Sergio Aguiar na época
sobre a fundação da Academia e lhe solicitamos uma sede. Sergio nos
disse que se até o ano seguinte a academia fosse sucesso deixaria
que nos escolhes-semos entre os prédios da prefeitura uma sede o que
cumpriu no ano seguinte quando fizemos a festa de primeiro
aniversario da ACL, neste dia, foi sagrado mestre em cerimônia
especial, o escritor Arthur Queirós.
Raimundo
Cavalcante nos mandou do Rio de Janeiro a seguinte poesia.
ABRAÇO FRATERNO
Raimundo Silva Cavalcante
Aos Companheiros da ACADEMIA CAMOCINENSE DE
LETRAS, na comemoração do seu primeiro aniversário
(31 de maio, 2002)
Com rosas reunidas em belo laço,
Aos filhos desta terra idolatrada
E àqueles que a quiseram, Mãe amada,
A todos, irmãos queridos, eu abraço.
Nesta data gloriosa aqui estamos
Juntos, alegres, na celebração
Do primeiro natalício, em oração,
Deste escrínio de cultura que amamos.
Cada um com seu talento empresta
Um fulgor especial a esta festa
Que saudades deixará no coração...
E o tempo passará, todos sabemos,
Mas jamais um só dia esqueceremos:
Nesta Casa cultivamos união.
No
pé do
ouvido: Será que Raimundo Cavalcante, naquela época, poderia
suspeitar que, muito breve, seria o presidente desta casa?
RPires em
31 de maio de 2007
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